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Armin Gyger
Postal de Armin Gyger
Capa de um de seus livros pintada por Armin Gyger
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ARMIN GYGER
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Armin Gyger (1939 - )
Armin Gyger
nasceu no ano de 1939 na Suiça. Formado na profissão de confeiteiro, também ele decorando com arte bolos e tortas, sentiu uma forte influência na habilidade para desenhos artísticos, direcionando-se para coisas mais duráveis do que sobremesas sofisticadas. Veio para o Brasil e após diversas longas estadias aqui começou a fazer grandes entalhes de baixo relevo em madeira e pintá-los com tintas acrílicas.
Nos últimos anos, sempre passando as épocas frias européias no Brasil, a cidade por ele muito admirada pela grandiosidade, funcionamento, abastecimento, contrastes incríveis, tamanho, culturas, etnias e mais - São Paulo se tornou o motivo principal das pinturas. Nestas obras são aplicadas as mais diversas técnicas. Além de óleo e acrílico também lápis de cera e a ultima geração dos mesmos de gel, aerografo, fotografia e fital telex. Tamanhos de até três metros já foram encomendados para decorar paredes de escritórios.
Armin Gyger é uma dessas figuras doces que trazem certa leveza à vida das pessoas por quem passa com sua inseparável bicicleta e seu sorriso enigmático. Esse suíço que se autodenomina "Armin do Brasil" ou "Armindo Brasil" não poderia ser diferente. A doçura o perseguiu desde menino, pois vem de uma linhagem de confeiteiros. Formou-se confeiteiro profissional, mas na verdade gostaria de ser artista de circo ou médico. Pelo menos uma vez por ano visita a Europa onde, com sua bicicleta voadora, percorre caminhos inusitados, que podem passar da Itália para a Suíça entre despenhadeiros. Mas o resto do tempo fica em São Paulo. Impossível falar de Armin sem falar de seus postais da paisagem paulistana. Sim. Armin também pinta quadros que são painéis incríveis da cidade de São Paulo em cenas noturnas e diurnas. A partir deles, produz cartões postais ilustrados. Como se não bastasse, cria ilustrações como as da capa e as que, no interior do livro, fazem o texto ficar mais engraçado, apesar da trágica condição humana que representam. Aliás, o tragicômico é o traço marcante da autoria de Armin Gyger. Seus personagens surgem com a banalidade do cotidiano e vão ganhando aspectos tragicômicos no decorrer das cenas. O leitor atento notará que ele vai dando pistas a respeito de cada um, a partir do nome, da profissão, das falas – e isso em todas as línguas possíveis, como convém a um suíço. E que ninguém se engane: Armin Gyger sabe ser doce, mas maneja como ninguém a pena da ironia e do sarcasmo. Essa destreza tem sido cultivada há quase uma década. Afinal, já é autor de três livros publicados na Alemanha (pela Books on Demand), incluindo este, que no original se chama "Es ist noch längst nicht aller Nächte Morgen!". Os outros, ainda não traduzidos, são: "Opera Buffa" e "Das Überleben". Admirador de Gustav Meyrink, tem em comum com ele o gosto pela descrição teatral, mas de um modo completamente diferente. Enquanto Meyrink cria um clima de terror e pânico, Armin faz saltarem para seu palco figuras ridículas e bizarras, em uma marcação de teatro propositalmente anacrônica e rebuscada. Uma leitura superficial de "Nada como a manhã do dia seguinte" com certeza vai dar prazer a quem o ler. Mas quem seguir a chave transcendental que o autor nos dá já na epígrafe, com a frase de Ouspensky, seguramente irá mergulhar em uma leitura inusitada, onde vida e morte, aquém e além se interpenetram para dar a verdadeira dimensão humana a cada um dos personagens – que, no fundo, somos todos nós, no palco desta vida.
Obras do autor:
Nada como a manhã do dia seguinte- Armin Gyger
Es ist noch längst nicht aller Nächte Morgen! - Armin Gyger
Das Überleben - Armin Gyger
Opera Buffa - Armin Gyger
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